{"provider_url": "https://www.mossoro.rn.leg.br", "title": "Hist\u00f3ria", "html": "<p><em><img src=\"https://www.mossoro.rn.leg.br/imagens/SEDEANTIGA2.jpg\" alt=\"\" class=\"image-left\" title=\"\" />Por Geraldo Maia*</em></p>\r\n<p><span>Em 24 de janeiro de 1853, dava-se a instala\u00e7\u00e3o da 1\u00aa C\u00e2mara do rec\u00e9m-criado munic\u00edpio de Mossor\u00f3, sob a presid\u00eancia do Padre Ant\u00f4nio Freire de Carvalho.</span></p>\r\n<p><span>No dia 15 de mar\u00e7o de 1852, o povoado de Santa Luzia de Mossor\u00f3 passou a categoria de Vila, atrav\u00e9s do Decreto Provincial de n\u00ba 246, sancionado pelo Dr. Jos\u00e9 Joaquim da Cunha, Presidente da Prov\u00edncia do Rio Grande do Norte. A medida estabelecia a cria\u00e7\u00e3o da C\u00e2mara, emancipando-se politicamente do Munic\u00edpio do Ass\u00fa, a quem pertencera at\u00e9 ent\u00e3o, formando um novo Munic\u00edpio, sendo elevada a respectiva povoa\u00e7\u00e3o \u00e0 categoria de Vila de Mossor\u00f3. No mesmo ano eram realizadas as elei\u00e7\u00f5es para a C\u00e2mara e Juiz de Paz.</span></p>\r\n<p>Segundo C\u00e2mara Cascudo \u201ca raz\u00e3o da vit\u00f3ria do projeto elevando Santa Luzia \u00e0 Vila e fazendo surgir o novo munic\u00edpio norte-rio-grandense deve ser procurado no plano pol\u00edtico e n\u00e3o econ\u00f4mico. Foi um ato do Partido Conservador contra a regi\u00e3o sabiamente pertencente ao Partido Liberal. Os eleitores, indo para Ass\u00fa ou Apodi, iam votar no candidato \u201cluzias\u201d, como outrora eram fi\u00e9is ao Partido Sulista, nome do Liberal velho. N\u00e3o havia em Santa Luzia do Mossor\u00f3 eleitores do Partido Conservador e sim simpatizantes sem pronunciamento por falta de chefia coordenadora. Mossor\u00f3 munic\u00edpio havia de constituir base de for\u00e7a conservadora\u201d, o que realmente veio a acontecer.</p>\r\n<p>Para a primeira elei\u00e7\u00e3o, dois partidos concorriam: Nortistas e Sulistas, tamb\u00e9m chamados de Liberais e Conservadores. Os Liberais eram chefiados por Irineu S\u00f3ter Caio Wanderley e os Conservadores pelo Vig\u00e1rio Ant\u00f4nio Joaquim. Venceram os conservadores, numa elei\u00e7\u00e3o bastante conturbada, na qual elegeram o padre Ant\u00f4nio Freire de Carvalho, que assumiu a frente da primeira C\u00e2mara, no dia 24 de janeiro de 1853. Segundo o historiador Lu\u00eds da C\u00e2mara Cascudo, \u201ccom a posse dos eleitos, um grupo de cidad\u00e3os recrutados no seio das mais tradicionais fam\u00edlias de Mossor\u00f3, instalou-se, oficialmente, a administra\u00e7\u00e3o aut\u00f4noma do Munic\u00edpio de Mossor\u00f3\u201d.</p>\r\n<p>A chapa eleita pelos conservadores para o quatri\u00eanio 1853-1856, constava: como presidente, o padre Ant\u00f4nio Freire de Carvalho, como vice Jo\u00e3o Batista de Souza e como vereadores o tenente coronel Miguel Arcanjo Guilherme de Melo, Vicente Gomes da Silveira, Flor\u00eancio Medeiros Cort\u00eas, alferes Francisco Bertoldo das Virgens e o professor Lu\u00eds Carlos da Costa J\u00fanior. Eram suplentes de vereadores: Sebasti\u00e3o de Freitas Costa, Sim\u00e3o Balbino Guilherme de Melo, Jo\u00e3o Lopes de Oliveira Melo, Ant\u00f4nio Afonso da Silva, Ant\u00f4nio Nunes de Medeiros, Silv\u00e9rio Cir\u00edaco de Souza, Agostinho Lopes Lima, Jo\u00e3o Martins da Silveira Junior, Jo\u00e3o Francisco dos Santos Costa, Pedro Jos\u00e9 da Costa, Manoel Jo\u00e3o da Costa, Gil de Freitas Costa, Raimundo Nonato de Freitas, Targino Lopes de Medeiros, Jo\u00e3o Batista de Oliveira, Gon\u00e7alo Soares de Freitas, Manoel Nunes de Medeiros, Manoel Jo\u00e3o da Silva, Jo\u00e3o Flor\u00eancio de Oliveira Melo, Gon\u00e7alo Lopes de Oliveira e Manuel Janu\u00e1rio Lopes de Oliveira.</p>\r\n<p><img src=\"https://www.mossoro.rn.leg.br/imagens/SEDEANTIGA.jpg\" alt=\"\" class=\"image-right\" title=\"\" /></p>\r\n<div><br />\r\n<p>Muito pouco pode ser feito pelo primeiro governante de Mossor\u00f3. Na opini\u00e3o do historiador Raimundo Soares de Brito, \u201carrumou a cas</p>\r\n<p><span>O Padre Ant\u00f4nio Freire de Carvalho disse em seu primeiro discurso:</span><span>\u201cTendo eu recebido os sufr\u00e1gios dos votantes desta Freguesia para um dos Vereadores da C\u00e2mara Municipal da nova vila de Mossor\u00f3 e como mais votado, achando-me juramentado Presidente desta mesma C\u00e2mara pela competente C\u00e2mara da cidade do Ass\u00fa em sess\u00e3o ordin\u00e1ria de 7 de janeiro do corrente ano e por isso autorizado para vos chamar e vos dar posse e deferir juramento em virtude do Aviso da Reg\u00eancia Trina em nome do Imperador de 22 de julho de 1833 nesta reuni\u00e3o na qual se cumprindo inteiramente a letra do referido aviso que revoga o artigo 30 de Decreto de 13 de novembro de 1832 sobre a instala\u00e7\u00e3o das C\u00e2maras das Vilas novamente criadas \u00e9 com prazer que vos vejo nesta casa, reunidos para os trabalhos da nova C\u00e2mara que hoje tem que ser instalada e pelo muito que h\u00e1 a fazer relativo \u00e0 mesma C\u00e2mara, contento-me com o apontamento da mat\u00e9ria que passo a fazer objeto dos nossos trabalhos e posso-vos a juramentar-vos. Vila de Mossor\u00f3, 24 de janeiro de 1853. Padre Ant\u00f4nio Freire de Carvalho \u2013 Presidente. \u201d</span>a. O resto deixou a cargo dos seus sucessores\u201d.</p>\r\n<p>Portanto em 24 de janeiro de 1853 era instalada a C\u00e2mara Municipal de Mossor\u00f3. Por engano, a data que aparece no bras\u00e3o do Poder Legislativo \u00e9 a da Emancipa\u00e7\u00e3o Pol\u00edtica do Munic\u00edpio e n\u00e3o da instala\u00e7\u00e3o da referida C\u00e2mara.</p>\r\n<p>*Geraldo Maia \u00e9 historiador.</p>\r\n</div>", "author_name": "Interlegis", "version": "1.0", "author_url": "https://www.mossoro.rn.leg.br/author/Interlegis", "provider_name": "C\u00e2mara Municipal de Mossor\u00f3", "type": "rich"}