Câmara costura pacificação entre Guarda Civil e Prefeitura

por Regy Carte publicado 10/10/2023 12h35, última modificação 10/10/2023 12h35
Legislativo recebeu categoria, hoje (10), e obteve garantia de trégua em busca da retomada de negociação entre guardas e Executivo
Câmara costura pacificação entre Guarda Civil e Prefeitura

Reunião entre guardas civis e vereadores, hoje (10), obteve acordo de trégua (foto: Edilberto Barros/CMM)

A Guarda Civil de Mossoró se comprometeu em distensionar a relação com a Prefeitura, enquanto a Câmara Municipal intermedeia a retomada de diálogo entre as partes. Essa trégua foi encaminhada em audiência entre comissão da categoria e vereadores, na manhã desta terça-feira (10), na sede do Poder Legislativo.

A reunião ocorreu após manifestação de guardas municipais no Palácio da Resistência (sede do Executivo), de onde saíram em passeata ate a Câmara, em frente da qual também fizeram ato público.

Eles protestaram contra a decisão da Justiça, que ontem acatou pedido do Município e suspendeu a paralisação da categoria, que reivindica recomposição salarial e aumento do adicional de risco de vida.

A pedido dos guardas civis, a Câmara recebeu diretores do Sindicato dos Guardas Municipais do Estado (Sindguardas/RN), com a presença do presidente da Casa, Lawremce Amorim, os líderes das bancadas da oposição e da situação, respectivamente, vereadores Tony Fernandes (Solidariedade) e Genilson Alves (Pros).

Também participaram da reunião os vereadores Ozaniel Mesquita (União Brasil), Francisco Carlos (Avante), Marleide Cunha (PT), Isaac da Casca (MDB) e Omar Nogueira (Patriotas).

Sem tensão e com diálogo

Lawrence Amorim propôs reduzir a tensão e retomar o diálogo entre Prefeitura e Guarda Civil. “Acredito que podemos avançar nesse sentido, porque a decisão judicial não trata sobre o mérito das reivindicações, mas sobre a paralisação. Portanto, peço calma para que se possa tentar reabrir o diálogo”, disse o vereador.

Tony Fernandes e Genilson Alves concordaram. “Precisamos reconstruir o canal de diálogo, reabrir negociação. A Guarda não quer radicalismo, não quer paralisação”, disse o oposicionista. “Temos que distensionar (a relação). Vamos procurar o Executivo para construir esse caminho e dar retorno até amanhã”, assegurou o governista. 

Diretor do Sindguardas, Heber Monteiro, por fim, firmou o acordo. “Vamos dar um tempo para que haja uma reunião. Vamos dar mais esse voto de confiança, a Câmara agora se somando ainda mais. A gente distensiona e aguarda a categoria ser chamada para conversar com a Prefeitura”, comprometeu-se.