Câmara de Mossoró apoia doação de órgãos e tecidos

por Regy Carte publicado 14/09/2023 12h31, última modificação 14/09/2023 12h31
Audiência pública, hoje (14), somou-se ao esforço contra recusa e mais doação
Câmara de Mossoró apoia doação de órgãos e tecidos

Participantes posam para foto ao final da audiência sobre doção de órgãos, hoje (14), na Câmara de Mossoró (foto: Edilberto Barros/CMM)

Audiência pública na Câmara Municipal de Mossoró, hoje (14), reforçou a importância da doação de órgãos. Proposta pelo vereador Paulo Igo (Solidariedade), a reunião contribuiu com a causa, a qual, segundo presentes à audiência, precisa ser mais difundida. A doação de órgãos ainda enfrenta tabu, muito por falta de informação.

Embora o Brasil venha aumentando os números de doações de órgãos, a taxa de recusa familiar ainda é alta. O alerta é da Comissão Intra-hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT), do Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM),

Nos últimos anos, após a pandemia, o número aumentou e, ano passado, atingiu 47% de recusa familiar. Trata-se do maior índice dos últimos dez anos, de acordo com o relatório anual da Associação Brasileira de Transporte de Órgãos (ABTO).

Para mudar essa realidade, a Comissão Intra-hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes tem feito um trabalho ativo, segundo a assistente social do CIHDOTT Telma de Oliveira Medeiros.

Conscientização

Um das iniciativas é a entrevista familiar para doação, realizada após o protocolo fechado de morte encefálica (confirmada). “É feita em local reservado pela equipe capacitada da CIHDOTT e/ou OPO (Organizações de Procura de Órgãos)”, informa.

A comissão também identifica potenciais doares no HRTM; viabiliza o diagnóstico de morte encefálica, quando necessário; em caso de doação consentida, articula-se com profissionais de saúde para organizar a captação de órgãos e realiza educação em saúde que facilitem a compreensão sobre o processo de doação de órgãos.

Doador, o vereador Paulo Igo considerou positiva a reunião, por lançar mais luzes sobre o tema, e conclamou: “Converse com a sua família. Seja um doador de órgãos e tecidos. Doação de órgão é como ato de amor, porque, embora não saiba a quem doar, mas há a certeza que salvará uma vida”. Ele acrescentou que uma pessoa pode salvar até oito pessoas.

Também participaram da audiência pública os vereadores Ozaniel Mesquita (UB), Lucas das Malhas (MDB), Tony Fernandes (SD); representantes do vereador Omar Nogueira (Patriota) e do deputado estadual Ivanilson Oliveira (UB); enfermeira coordenadora do CIHDOTT Susana Cantídio Mendes; enfermeira Tathiane Paloshi Assunção (CIHDOTT), paciente transplado Ricardo Frota, entre outros participantes.

Saiba mais

O próximo dia 27 é o Dia Nacional da Doação de Órgãos. A doação de órgãos e tecidos somente é possível, com o consentimento da família, que deve ser autorizada por parentes de primeiro e segundo graus, na linha reta e colateral, ou do cônjuge.

Antes de 2001, a doação de órgãos no Brasil era presumida e consentida, ou seja, todas as pessoas eram doadoras, a não ser que expressassem vontade contrária em seu documento de identificação.