Vereadora Marleide Cunha defende redução da jornada de trabalho e critica escala 6x1

por Amanda Santana Balbi publicado 05/05/2026 14h32, última modificação 05/05/2026 14h32
Vereadora Marleide Cunha defende redução da jornada de trabalho e critica escala 6x1

Vereadora Marleide Cunha. Foto: Cláudio Júnior/CMM

Durante o pequeno expediente da sessão ordinária desta terça-feira (5), na Câmara Municipal de Mossoró, a vereadora Marleide Cunha (PT) abordou temas relacionados às condições de trabalho no Brasil e à situação dos servidores públicos do município. Em referência ao Dia do Trabalhador, celebrado em 1º de maio, Marleide questionou as condições enfrentadas por trabalhadores e trabalhadoras. A vereadora destacou o debate nacional em torno do fim da escala 6 por 1, e defendeu a ampliação do tempo de descanso  para garantir qualidade de vida, bem-estar e melhores condições de desempenho no trabalho.

Segundo a parlamentar, a discussão deve considerar a realidade de trabalhadores submetidos a rotinas intensas, sem tempo adequado para convivência familiar, lazer e cuidados pessoais. "Trabalhar por seis dias na semana e ter apenas um dia de lazer com a família chega a ser desumano. E essa é a realidade de milhares de brasileiros. O fim da escala 6 por 1 vai trazer dignidade a trabalhadores e a famílias", defendeu. 

Ainda durante o pronunciamento, Marleide Cunha chamou atenção para a situação dos servidores públicos de Mossoró. De acordo com ela, há um cenário de desvalorização, adoecimento e impactos na qualidade do serviço prestado à população. De acordo com a vereadora, há categorias que acumulam até seis anos sem reajuste salarial. A parlamentar destacou que, apesar da data-base em maio, não houve reposição inflacionária em 2026, assim como também não ocorreu reajuste geral em 2025. Ela mencionou ainda que, em 2023, o aumento salarial contemplou apenas categorias específicas, como profissionais da saúde e guardas municipais.

Marleide Cunha ressaltou que a inflação acumulada entre 2021 e 2025 ultrapassa 28%, o que, segundo ela, representa perda  do poder de compra dos servidores. "É urgente a necessidade de valorização dos servidores públicos e de políticas que assegurem condições dignas de trabalho e remuneração", finalizou a vereadora.